O custo real de arrematar não é apenas o valor do lance
Descubra os custos ocultos de arrematar um imóvel em leilão, incluindo comissão do leiloeiro, ITBI, despesas de cartório e débitos do bem.
Foto: Alexander Grey / Unsplash
O custo real de arrematar não é apenas o valor do lance
Quem calcula apenas o valor do lance tende a subestimar o investimento total. O custo real de uma arrematação envolve diversas camadas financeiras e jurídicas que devem ser previstas antes de apresentar a proposta no leilão.
Camadas do custo de arrematação
Lance: o valor efetivamente ofertado e homologado.
Comissão do leiloeiro: em regra, corresponde a 5% sobre o valor da arrematação.
ITBI: Imposto sobre a Transmissão de Bens Imóveis, calculado sobre o maior valor entre a arrematação e a avaliação venal.
Custas de registro: emolumentos devidos ao Cartório de Registro de Imóveis para a averbação da carta de arrematação.
Débitos propter rem: dívidas de IPTU e condomínio em aberto, caso não sejam purgadas no rito.
Desocupação: custas processuais ou despesas com acordo amigável com o ocupante.
Reforma: custos para adequação, pois o imóvel arrematado raramente está pronto para uso imediato.
Uma conta prática
Sobre um lance de R$ 300 mil, é possível somar com facilidade entre R$ 45 mil e R$ 70 mil em custos acessórios antes que o imóvel esteja apto a gerar retorno. Por essa razão, o deságio do leilão precisa cobrir todas essas despesas e ainda garantir a sua margem de lucro.
Este texto serve de orientação geral e não dispensa a análise de viabilidade do caso concreto.
